quarta-feira, 1 de outubro de 2008

_Feito jogo.

Fase 1 - A obra de arte.

Por mais que você se destrua todas as noites, sempre estarei pela manhã recolhendo seus restos, e lhe remontando feito quebra-cabeças.

Fase 2 - O mágico.

Por você ainda espero, mesmo que seja pelo indefinido fragmento de uma doce ilusão.

Fase 3 - Game over

Ponha a mão contra o cérebro e pense. Respire fundo até cessar a dor. Olhe para frente e verás uma vitrine. Após quebrar a parede de vidro com seus pés, siga pulando os quadrados do corredor de chão xadrez. Abra a segunda porta à direita. Uma chave encontra-se sob o capacho marrom. Destranque lentamente a fechadura e adentre o ambiente. Há três janelas na parede da lateral esquerda do cômodo. A do meio estará aberta. Pule.
Ao cair sobre o solo árido do descampado, corra em direção à casa velha de madeira cinza. Um pequeno machado estará jogado no piso da varanda de entrada. Segure firme a ferramenta e destrua a porta de acesso principal.
Ela estará alí, sentada, tranqüila. À sua esquerda haverá uma lareira. Acenda. Logo, pegue o bule de chá que estará sobre a mesa de centro e sirva-se uma xícara. Tome um gole da bebida fria. Sente-se ao lado dela, que estará muda como sempre, e lhe mate com a verdade. Suas palavras irão feri-la aos pedaços. Primeiro irá cair um braço, o esquerdo. Em seguida ela ficará sem os olhos. Logo será a vez dos pulmões e dos pés. Por último, o coração dela irá se desfragmentar em inúmeras fissuras. Game over.


Por favor, não sinta-se culpado nem por um segundo. Na vida aprende-se diariamente que melhor a morte alheia do que a sua própria falta de ar.

2 comentários:

]Lírica[ disse...

A PRÓPRIA FALTA DE AR. TEAMO

BEEJOS***

Gustavo Porto Klein disse...

Fase 2 - O mágico.

Por você ainda espero, mesmo que seja pelo indefinido fragmento de uma doce ilusão.

isso eh lindo demais, me deu até uma dor!!!