sábado, 8 de novembro de 2008

_minha última idéia.

Se encolheu contra a vitrine molhada. Um lado gelado. Sozinha.

Correu na calçada vazia e buscou por um eco livre.

F ugindo de si mesma e daquele sujeito, ela sentou entre as sinaleiras. O sinal verde.

Abriu os braços contra o tracejado branco e esperou que seu destino a levasse.

Qualquer lugar, qualquer saída. Beco, ruela, esquina maldita.

Veio o vento. E com ele as folhas. E sem ele, o choro.

Suas lágrimas marcaram o asfalto, sua morte inaugurou o dia.

quero começar de novo. minha última idéia.

3 comentários:

]Lírica[ disse...

quero começar de novo a minha última idéia....


TEAMO.

Gustavo Porto Klein disse...

fiquei tenso aqui!! mto forte este, né?

parabéns!! abs!

Lucas disse...

Amei todos os teus textos!
São ótimos, parabéns! ;)